Não Negocie com Deus

Mateus 19:23-27; 20:1-16

[ Edificação ]

O discípulo Pedro fez uma indagação crucial a Jesus em forma de pergunta (19:27). O Senhor Jesus certifica de uma rica recompensa nesta e na vida vindoura, mas depois alerta para se ter cuidado com essa atitude de negociante.


Vemos em 19:16 um jovem rico querendo fazer algo para herdar a vida eterna. 
Jesus testou esse jovem em duas coisas e ele saiu reprovado em ambas. 
Primeiro, deu-lhe a oportunidade de reconhecê-lO como Deus e não apenas como um bom mestre (vs. 17). 
Segundo, usou a lei para convencê-lo do seu pecado (vs. 18 e 19). Mas, ele não estava disposto a renunciar tudo e seguir a Jesus (vs. 21 e 22).

O discípulo Pedro fez uma indagação crucial a Jesus em forma de pergunta (19:27). 
O Senhor Jesus certifica de uma rica recompensa nesta e na vida vindoura, mas depois alerta para se ter cuidado com essa atitude de negociante.

Normalmente quando lemos essa parábola pela primeira vez achamos que houve uma grave denegação de justiça.
O senhor da vinha chamou trabalhadores para sua vinha em períodos diferentes: os primeiros na 1ª hora (6h), depois outro grupo na 3ª hora (9h), depois na 6ª e 9ª hora (12h e 15h) e por último na 11ª hora (17h). No fim da jornada de trabalho (18h) mandou o seu administrador pagar a cada um o salário de um dia inteiro e que deviam ser pagos em ordem inversa, primeiro os que chegaram por último e depois os primeiros. 

Que tipo de negócio é esse?
Sinceramente, isso parece justo?

Esta parábola é a continuação do capítulo anterior. A palavra “Porque” no versículo 1 é um conectivo que liga os dois capítulos. Perceba que o último versículo do capítulo 19 (vs. 30) é parecido com o versículo 16 do capítulo 20. 

Aprenda a diferença entre JUSTIÇA e GRAÇA de DEUS

1. Se você negociar com Deus, receberá aquilo pelo que negocia, mas poderá ser o último quando as recompensas forem distribuídas. 
É melhor deixar que Deus determine Sua justiça. Nunca pergunte: O que vou ganhar com isso?
Os trabalhadores ajustaram em trabalhar por um denário ao dia (20:2) e receberam exatamente aquilo pelo que negociaram. Isso é justiça! Os outros confiaram que o dono da vinha lhes fizesse o que fosse justo (20:4 e 7) e receberam mais do que mereciam. Isso é graça!

2. Graça é melhor do que justiça, tanto na salvação como na obra. 
Na salvação, se recebêssemos justiça, todos nós pereceríamos eternamente.

3. Deus é generoso (20:14b). 
Ele sabia que aqueles homens estavam ociosos porque não tinham encontrado serviço. Ele sabia que eles tinham família e que também precisavam de dinheiro. O Senhor é assim, Ele vai pela necessidade e não pela ganância. Os que murmuraram não se importavam se outros teriam o suficiente para suas famílias, só se importavam consigo mesmos.

Ilustração:
Um pai levou uma garota a uma loja de doces e logo ela encontrou um pote enorme com seu doce preferido, então ela pediu ao papai se poderia pegar alguns. “Claro”, respondeu, “vá lá e pegue o que puder”. A garota, portanto retrucou: “não papai, pode pegar o senhor pra mim”. O pai perguntou: “por que você quer que eu pegue?” e ela disse: “Porque a sua mão é maior que a minha”. É isso. A mão de Deus é maior do que a nossa.

Aplicação: 
1) Tudo isso parece hipotético, mas a verdade é que costumamos a negociar com Deus hoje. Considere o seguinte:
- Senhor, eu seguirei a Ti. Mas, antes, permita-me casar.
- Eu entregarei a minha vida a Ti se permitires construir minha carreira, primeiro.
- Eu faço qualquer coisa, Senhor, contanto que não me mandes para o campo missionário.
- Toma a minha vida, Senhor. Quer dizer, quando eu me aposentar.
Todos esses “mas” e “se” são reservas que criamos, são formas de negociarmos com Deus.
Se insistir, você poderá conseguir o que deseja, sendo que Deus teria algo bem melhor para lhe dar graciosamente.

2) Tenha também cuidado com a MurmuraçãoEssa atitude corroeu a alegria que impulsionou os primeiros trabalhadores da vinha, pois o foco deles mudou para o que estava acontecendo com as outras pessoas (vs. 10-12).
Embora Deus não nos deva nada, Ele nos dá gratuitamente a salvação que Ele promete quando aceitamos a Cristo.
A aparente injustiça da vida exige que mantenhamos nossos olhos nEle e em Sua Palavra — não em outras pessoas.


Autor: Pr. Alexandre Aquino
Data: 07/09/2016
Fonte: Texto adaptado do livro “O Manual do Discípulo” de William MacDonald

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